É com grande satisfação e orgulho que o Instituto Beethoven foi contemplado este ano com o Prêmio: Cidadania do Anuário Telecom 2005 da Plano Editorial. Uma comissão julgadora integrada pela Fundação para o Prêmio Nacional de Qualidade e da GRF Telecom entre outros, analisaram os projetos apresentados pela comunidade de TI e escolheu aqueles que mais se destacaram pela contribuição à comunidade.

Há sempre um rastro de sonho e esperança acompanhando as organizações do terceiro setor, mas também há muito mais que merece ser conhecido. Terceiro Setor é uma denominação recente e ainda pouco utilizada. Ao utilizar este termo, consideramos o Estado como o Primeiro Setor e o Mercado como o Segundo.

De acordo com o site www.filantropia.org – “o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais que têm como objetivo gerar serviços de caráter público”.

Geralmente estes serviços dizem respeito a situações que geravam grande sofrimento no momento em que os serviços foram concebidos. Acreditamos que o surgimento do terceiro setor signifique uma evolução do ser humano em relação à compreensão do conceito de vida em sociedade. Antigamente considerava-se que quando, na vida de uma família, alguma grande dificuldade se instalava, esta deveria ser escondida, pois poderia afastar vizinhos, conhecidos e até mesmo amigo e parente próximos. O que se entende por dificuldade atualmente está mudando e cremos que isto tem estreita relação com a rápida evolução da ciência.

O ser humano hoje tem mais esperança e está aprendendo também que a capacidade de vencer obstáculos depende não só de avanços tecnológicos, mas do grau de humanização de nossa sociedade pois, se a ciência muda a nossa realidade, a nossa forma de ver o mundo também interfere nas prioridades da ciência. O Terceiro Setor tem atualmente a característica fabulosa de ligar técnica / tecnologia / emoção através de um caminho de solidariedade.

A presença do voluntário e das empresas e empresários neste projeto, possibilitam às instituições, um ponto de vista empresarial que inicialmente não fazia parte dela e por outro lado dá ao empresário acesso a uma forma mais completa de pensar e perceber a realidade, que é a deste grande novo desafio que representa a sobrevivência de uma instituição sem fins lucrativos. O empresário pode exercitar a aplicação de sua experiência e de seus conhecimentos na resolução de problemas que não são os de seu quotidiano, mas o mais importante é que ele pode experimentar a impagável sensação de construir algo que importa muito e de fazer o bem.

Empresa e empresário podem ou não contribuir financeiramente com a instituição, mas tem tanto a oferecer a ela, que podem chegar a fazê-la ultrapassar as barreiras das dificuldades contribuindo para torná-la auto-sustentável e até para ampliar seus serviços.

Miguel Perrotti
Presidente do Comitê de Cultura e Desenvolvimento Institucional da Derdic
Presidente do Projeto Art Supply


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